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Projetos de energia solar com bateria crescem 400% no Brasil em 2 anos — faz sentido pra quem já tem placa?

25 de agosto de 2026por Lumie SolarBrasil, Sul de Santa Catarina

Levantamento da Solfácil mostra sistemas híbridos (solar + bateria) disparando no país. Com o Fio B subindo todo ano, guardar a própria energia começa a pesar mais na conta.

Um levantamento da Solfácil, apresentado no Solfácil Summit em Fortaleza, mostra que o número de projetos de energia solar COM bateria cresceu mais de 400% no Brasil nos últimos dois anos. A demanda por sistemas híbridos (solar + armazenamento) subiu 250% no mesmo período. O motivo não é mistério: o preço das baterias caiu forte nos últimos anos, puxado por escala global e avanço tecnológico.

Pra quem já tem ou está pensando em energia solar no Sul de SC, isso importa por um motivo bem prático: o Fio B, aquela taxa cobrada sobre a energia que você injeta na rede e recompra depois, sobe todo ano até 2028. Quem tem bateria consome a própria energia solar na hora que gera (ou guarda pra usar à noite), em vez de injetar na rede e pagar essa taxa crescente pra reaver depois. Em cidade com chuva forte e queda de energia frequente, como boa parte do Sul de Santa Catarina, isso ainda soma um motivo a mais: autonomia em dia de blecaute.

Não é decisão pra todo mundo — hoje o armazenamento ainda é menos de 3% da capacidade solar instalada no país, então o payback do investimento extra em bateria varia bastante conforme o consumo de cada casa. Mas com o preço caindo e o Fio B subindo, a conta que fecha só pra quem tem placa (sem bateria) vai apertando ano a ano.

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